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jun 19

Junho é o mês do Orgulho LGBT+ – Saiba mais

A luta por direitos e igualdade ainda é necessária

 

 

Bandeira com as cores LGBT+

Bandeira LGBT +

Em junho acontece a Parada do Orgulho LGBT em São Paulo e outras cidades do país e do mundo pois faz referência ao episódio de revolta de Stonewall, que ocorreu em Nova York.

O bar Sronewall Inn ficava no bairro de Greenwich Village e era conhecido como local frequentado pela comunidade LGBT e, exatamente por isso, sofria com várias batidas policiais. Cabe lembrar que ainda na década de 1960 era crime ser homossexual nos Estados Unidos, podendo levar “tratamentos” como eletrochoque e castração ou até prisão perpétua. No dia 28 de junho de 1969, aconteceu uma ação policial e os frequentadores resolveram resistir dentro e fora do bar, atraindo a atenção dos jornais e da própria população.

No ano seguinte já aconteceu a primeira parada LGBT em cidades como Nova York e Los Angeles e, em 1971, já tinha espalhado por outras cidades do mundo. O dia 28 de junho passou a ser conhecido, então, como Dia Internacional do Orgulho LGBT.

No Brasil, a primeira Parada LGBT aconteceu em 1997 e, hoje, é uma das maiores do mundo.  O tema de 2019 faz referência ao episódio de Stonewall, comemorando os 50 anos da data e acontece no dia 23 de junho.

 

Criminalização da Homofobia

O STF (Supremo Tribunal Federal) aprovou no dia 13 de junho a criminalização da homofobia no Brasil; até ser criada uma lei específica será aplicada a pena para o crime de racismo. Outros países como Canadá e Noruega, já possuem leis sobre o assunto.

Porém, em outros lugares como Líbano, Nigéria, Arábia Saudita, Malásia, por exemplo, ainda criminalizam as relações homossexuais. Relatório  produzido pela Ilga (Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Intersexuais) e entregue à ONU (Organização das Nações Unidas), aponta que 68 países criminalizam diretamente a homossexualidade.

 

Por que ainda é necessário lutar para ter os direitos respeitados?

O Brasil ainda é o país que mais mata transexuais no mundo, superior inclusive dos locais onde ainda é crime ter relações homossexuais. Entre outubro de 2017 e setembro de 2018, 167 trans foram mortos no país.

O Grupo Gay da Bahia divulgou em maio uma pesquisa sobre as mortes, entre homicídios e suicídios, causadas pela homofobia em 2019 e aponta que a cada 23 horas algum LGBT+ morre no Brasil; até 15 de maio foram contadas 141 mortes e outras 18 ainda estavam aguardando confirmação. Os dados não são oficiais pois há muitas subnotificações.

 

Entenda a diferença entre Identidade de Gênero, Orientação Sexual e Sexo Biológico

Sexo Biológico: relacionado ao aparelho genital e aos cromossomos, ou seja, macho, fêmea ou intersexual (indeterminação do sexo biológico, por exemplo, quando o tipo cromossômico é diferente da genitália)

Identidade de Gênero: relacionado com a maneira que você se identifica, podendo ser mulher, homem, os dois ou nenhum dos dois (agênero). Se a sua identidade de gênero for a mesma do sexo biológico é chamado de cisgênero, se não for a mesma é conhecido como trans.

Orientação Sexual: relacionado por quem você se atrai física e emocionalmente. Podendo ser hetero (atração pelo sexo/gênero oposto), homo (atração pelo mesmo sexo/gênero), bissexual (atração por ambos os gêneros), pansexual (atração afetiva ou sexual que não depende de gênero ou sexo), assexual (não sentem atração por nenhum gênero).

 

Você conhece a sigla LGBTQ+?

Lésbica: Mulheres que sentem atração romântica ou sexual por outras mulheres.

GayHomens que sentem atração romântica ou sexual por homens. O termo também pode ser utilizado para mulheres homossexuais.

Bissexual: Pessoas que sentem atração (afetiva ou sexual) por ambos os sexos.

Transgênero: Pessoas que não se identificam com seu sexo biológico e estão em trânsito entre gêneros.

Queer: Pode ser considerado um termo “guarda-chuva”, englobando minorias sexuais e de gênero que não são heterossexuais ou cisgênero.

O sinal de + representa diz respeito a tudo no espectro de sexualidade e gênero não incluídas na sigla.

 

Psicologia e sexualidade 

A sexualidade é uma das dimensões humanas e é trabalhada no setting terapêutico. O psicólogo deve acolher a demanda trazida pela pessoa, ajudando no processo de autoconhecimento e aceitação, fortalecendo a autoestima para enfrentar as situações e dificuldades que podem vir a acontecer.

O psicólogo não deve tratar as questões de gênero e sexualidade como transtornos psicopatológicos, ou seja, não tratar como se fosse doença ou algo a ser curado. A visão sobre assunto deve ser ampliada e o seus preceitos sociais e/ou religiosos não podem interferir na maneira como é conduzido o processo terapêutico.

A Evolução CSP realizou em dezembro de 2018 o evento “Sexualidade e ética no fazer psicológico”, acesse aqui para saber mais.

 

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