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18 de maio: Dia Nacional da Luta Antimanicomial

Trancar não é tratar!

 

Liberdade é um direito fundamental! (crédito da imagem: freepik)

Liberdade é um direito fundamental!
(crédito da imagem: freepik)

O dia 18 de maio foi instituído como o Dia Nacional da Luta Antimanicomial em 1987, ano que aconteceu dois eventos importantes para a data: o Congresso de Trabalhadores de Serviços de Saúde Mental, na cidade de Bauru/SP e e a I Conferência Nacional de Saúde Mental, em Brasília, permitiram dar visibilidade ao Movimento da Luta Antimanicomial.

O Movimento da Luta Antimanicomial tem como lema “por uma sociedade sem manicômios” e luta pelo tratamento digno, humano e respeitoso das pessoas com transtornos mentais, além de defender o direito fundamental à liberdade e o direito a viver em sociedade, livre de julgamentos e preconceitos.

Em 2001, foi homologada a Lei n° 10216/2001, da Reforma Psiquiátrica que trouxe mudanças na área de saúde mental como fechamento dos hospitais psiquiátricos sendo substituídos por espaços de acolhimento dentro da sociedade, como o CAPs (Centro de Atenção Psicossocial), leitos psiquiátricos em hospitais comuns e somente para momentos de crise e também prevê o acompanhamento por parte da sociedade de sua implementação.

 

Para entender mais

O Hospital Colônia de Barbacena em Minas Gerais é o caso mais conhecido de abuso e maus tratos na área da saúde mental no país. É estimado que mais de 60 mil vítimas tenham sofrido no local. O livro “Holocausto Brasileiro”, da Daniela Arbex conta a história do local. Além disso há o documentário “Holocausto Brasileiro”, também dirigido por Daniela que possui relatos de ex-funcionários e sobreviventes, e “Em nome da razão”, documentário realizado em 1979 por Helvécio Ratton.

 

Novos olhares

A psiquiatra Nise da Silveira (1905-1999) discordava do tratamento tradicional, principalmente baseado em eletrochoque, e trouxe um tratamento humanizado baseado na arte; o início da terapia ocupacional.

No ano de 1952, foi criado o Museu do Inconsciente , que conta com as obras produzidas nos ateliês terapêuticos e em 1956, fundou a Casa Das Palmeiras, um território livre e de acolhimento.

Para conhecer mais sobre o Nise e seu trabalho, o livro “Nise da Silveira: Caminhos de uma Psiquiatra Rebelde”, de Luiz Carlos Mello; filme “Nise – O coração da Loucura”, dirigido por Roberto Berliner e documentário “Imagens do Inconsciente”, de Leon Hirszman.

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