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set 16

Saúde mental: como estão os adolescentes e jovens?

Os cuidados com a saúde mental e emocional devem estar presentes em todas as fases da vida

Adolescentes e jovens também precisam de cuidados! (crédito: Unsplash)

A adolescência e a juventude tem as suas delícias, as descobertas, o novo, a aventura mas também pode ter seus dissabores. Ainda mais quando é vivido em um momento como a pandemia.

Várias pesquisas e estudos foram produzidos desde o início de 2020 sobre o impacto da pandemia na saúde mental e muitos mostraram dados preocupantes em relação aos jovens. Um estudo de revisão de 29 pesquisas da Universidade de Calgary mostrou que sintomas de depressão e ansiedade dobraram nos jovens do mundo (acesse: “COVID-19: Depression and anxiety symptoms have doubled in youth, help needed, warn UCalgary clinical psychologists”), principalmente entre os adolescentes mais velhos e jovens e mulheres. Outra pesquisa, essa feita no Brasil em 2021, realizada pelo Datafolha para a campanha “Bem Me Quer, Bem Me Quero: O diálogo sobre depressão e ansiedade pode salvar vidas” da ABRATA (Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos) com a Viatris, corroboram os resultados mundiais; 44% tiveram problemas psicológicos, sendo mais comum nos jovens entre 16 e 24 anos e mulheres. (veja mais: Setembro Amarelo).

Essas informações mostram como eventos estressores, quebra de rotina, adotar novos hábitos, questões familiares, adaptar a novas formas de aprendizagem e a s e relacionar, por exemplo, tem um impacto sobre a saúde emocional dos adolescentes.

A educação de habilidades socioemocionais dos adolescentes é uma ferramenta importante para a prevenção de transtornos e do suicídio. Isso é um dos 4 pilares da campanha “Live Life” da OMS (Organização Mundial da Saúde) um guia de implementação de prevenção do suicídio. (Acesse o guia: LIVE LIFE).

Redes Sociais

As redes sociais também podem afetar a saúde mental dos jovens, principalmente porque eles estão mais conectados e tem mais facilidade com essa tecnologia, então ficam mais suscetíveis a influência negativa. O próprio Facebook reconheceu isso em pesquisas internas realizadas nos últimos três anos, quem 1 em cada 3 adolescentes tem problemas de autoestima com o corpo por causa da rede (veja a reportagem: Facebook admite em documentos internos que o Instagram é tóxico para muitas adolescentes).

Autolesão

Algo que também chama atenção quando falamos em saúde mental e adolescentes, é a autolesão não suicida. São aqueles atos intencionais de violência contra si mesmo, como cortes, queimaduras, que mostra que há algo incomodando que não está sendo expressado de uma maneira saudável.

Por isso, o aprendizado de habilidades socioemocionais, aprender a nomear as emoções e sentimentos, ter um espaço seguro para compartilhar o que está sentindo e pensando, ter uma rede de apoio são formas de apoiar e também de incentivar a procurar por ajuda especializada.

Se você convive com adolescentes e jovens, observe e pergunte como eles estão e procure ajuda quando necessário. Agora se você não está bem, não importa a idade, não tenha medo, vergonha ou se sinta culpado por isso, peça ajuda!

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